A vida tem sentido?

Um dia uma pessoa me disse
que a vida era simplesmente
desprovida de sentido.

Ora, pois, 
como pode alguém pensar assim?

Nascer, crescer, envelhecer, morrer...
acaso essa jornada não teria sentido?

Tantos aprendizados, 
do início até o fim,
tantos sorrisos,
lágrimas,
felicidade e tristeza,
simplesmente, para nada?

Afirmo, com convicção,
que há pleno sentido
até naquelas palavras
repletas de desesperança!

Depois de tanto ver, 
tocar, sentir, viver,
não encontrar sentido
para a própria existência
deve ser de um profundo
sofrimento pelo que passou,
da realidade do agora,
do medo do porvir.

Há um sentido para ela pensar assim:
um sonho não realizado,
um amor não correspondido,
uma perda familiar,
quem sabe?!

Aliás, talvez ela mesma não saiba
o que a faz pensar assim.

Digo pois, 
se você já fez alguém, 
por algum instante sorrir,
sua vida já faz sentido.

Afirmo,
que se você já ajudou alguém,
em algum momento da vida,
sua vida já faz sentido.

E afirmo novamente, 
com toda a certeza deste mundo,
que há pessoas,
tantas, 
que se lembram de você,
algumas pelo seu nome,
outras pela sua feição,
e aquelas que guardam,
simplesmente,
a lembrança,
a emoção,
de um ato que já se findou,
mas que fez sentido
em algum momento 
de suas vidas.

Então, se alguém diz,
simplesmente,
que a vida não tem sentido,
não se enfureça,
mas busque entender
o sofrimento que há
no não dito,
no vazio do olhar.

Quem sabe então,
com a sua presença,
e o seu silêncio,
traga um pouco de conforto
para aquele que está perdido,
diante da vida que lhe mostrou
a estranha face da realidade.

Para essa pessoa,
que me disse que a vida,
simplesmente,
era desprovida de sentido,
do fundo do coração agradeço,
pois me fez pensar em minha vida,
no sentido que há nela,
pelo que passei, 
no agora,
no porvir.

A essa pessoa agradeço,
pois encontrei nela
reflexões de minha existência.

Assim, sem que ela saiba,
a vida dela fez sentido para mim,
como deve ser
a vida de todas as pessoas,
que se cruzam,
que se olham,
que se tocam,
que aprendem umas com as outras,
e em silêncio constroem 
o real sentido de nossas existências.
Fotografia: arquivo pessoal

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