Afinal, Bolsonaro é lunático ou herói?

A “Reunião Ministerial de 22 de abril”, como será conhecida pela história, já foi amplamente divulgada, recortada e opinada pela mídia, sendo que cada uma reforça um ponto em específico.

Alguns focam no linguajar do presidente, outra na suposta interferência na Polícia Federal e na cobertura das supostas falcatruas da família Bolsonaro, e assim por diante. Cada veículo de imprensa, portanto, segue um editorial, alguns motivados por questões filosóficas, políticas, financeiras ou, como deveria ser a essência do jornalismo, pela verdade.

Assim, decidi assistir na íntegra a gravação de 1h52min e tecer minhas próprias reflexões, sem intermediários.

Resolvi, também, distanciar-me e ver por dois prismas, a favor e contra o governo.

Bolsonaro: discurso de um lunático

Bolsonaro: discurso de um líder

Em ambos os casos, encontrei material riquíssimo se quisesse estender a pauta e bater no governo ou também defendê-lo.

Confesso que os dois breves textos poderiam ser mais trabalhados e, consequentemente, seriam mais longos, mas do modo que estão já serviram para o propósito.

Assim, mostrar os dois lados para, finalmente, tomar um partido, se é que ele precise ser tomado.

Aliás, penso que quem defende cegamente apenas um lado é incapaz de compreender o todo, as ações, julgá-las por sua pertinência. É difícil despir-se de emoções, analisar e valorar os acontecimentos. – Para muitos chega a ser até dolorido.

Isso também é fácil de compreender, pois se de alguma forma o governo “x” beneficiou a pessoa ou a sua família, de maneira ampla, o governo é visto de uma forma positiva; mas se prejudicou, a premissa também é verdadeira, e é visto como ruim.

Logo, qualquer governo que se mostre diferente será incapaz de suplantar as expectativas quando o governo marcou a pessoa com boas impressões, independente de quais foram os meios e quais foram as ações que a beneficiaram.

Por exemplo, alguém que conseguiu uma bolsa para o filho estudar em uma faculdade não vai se importar se no programa foi desviado milhões em corrupção. Ou se a ponte sobre o rio foi superfaturada, pois acabou com o problema de mobilidade em tal região…

Hoje, no Brasil, a briga pelo poder é imenso. O povo está sendo manipulado para a polaridade, e pior, está caindo nessa, inclusive quem não assume uma posição, que vê o contexto, analisa e diz que ora é bom e ora é ruim, é considerado uma anomalia, pois o certo é ser de esquerda ou direita, dizem. Ou seja, o tão difundido conceito de equilíbrio, harmonia, parece ter perdido a razão.

Mas chega de rodeios, vamos ao caso Reunião Ministerial de 22:

Inegavelmente o vocabulário utilizado pelo presidente está longe de ser um exemplo de cordialidade. Entretanto, lembremos que a reunião é para um grupo fechado, e esse foi o o vocabulário adotado durante a campanha e que, portanto, não mudaria, pois assim é o senhor Jair Bolsonaro. Além do mais, foi uma variante que fez com que os ministros o compreendessem perfeitamente. Para mim, sem problema algum em relação a isso.

Como chefe do executivo, agiu de forma a chamar a atenção para a preocupação que todos deveriam ter para a política, “saindo da toca”, “não ficando todo bonitinho” enquanto o governo apanha. Lembremos que ser ministro é ser político, portanto não basta a pessoa ser especialista na área e não ter um posicionamento e defender o posicionamento.

Assim, na reunião ficou evidente a cobrança que o presidente fez ao então ministro Sérgio Moro, que foi censurado e cobrado várias vezes sobre pontos sensíveis. – Salvo melhor juízo, mostrou-se, até onde foi divulgado, um excelente juiz contra casos de corrupção, mas até onde percebi, um político imberbe. Talvez acostumou-se a fazer perguntas e não a respondê-las.

Pelas cobranças ou não, o ministro estava escancaradamente apático durante a reunião, sendo o único a deixá-la antes do término. – Enfatizo que sou fã dele como juiz, mas como ministro, sinceramente, não percebi nenhum divisor de águas.

Na reunião, cada ministro pode falar, e aqueles que falaram, uns mais, outros menos, salientaram preocupação em melhorar, opinando inclusive em outros ministérios, seja elogiando ou para por reflexões. Ou seja, vi opiniões divergentes que buscavam seguir um mesmo ritmo.

Em resumo, o que percebi foi um governo liderado, como diriam os mais velhos, por um “boca suja”, mas extremamente preocupado em fazer com o que o país continue sem corrupção, que seja sustentável, onde se valorize a liberdade e valores como a família, pátria, Deus e, sobretudo, a verdade.

Essa reunião de quase duas horas bem que merece uma análise de discurso a sua altura, esmiuçada, isenta, completa. Quem sabe um dia alguém a faça.

Por momento, expresso que não perdi esse tempo ao ver e refletir sobre o que percebi, mas cresci enquanto cidadão, vendo um presidente e um grupo, não perfeito, com diferenças de opiniões e posicionamentos, mas alinhados para o bem da nação.

O que vi foram alguns posicionamentos diferentes, e o que é diferente sempre assusta, como “armar as pessoas”, “privatizar o Banco do Brasil”, “um país sem corrução” etc.

Mas cada um que construa as suas próprias reflexões, e antes de assumir um posicionamento tente enxergar os dois lados, mensure e visualize um futuro, não paradisíaco, mas palpável.

Após a divulgação do vídeo, penso que o presidente Jair Bolsonaro saiu fortalecido, independente de sua “polidez” ao falar, como alguns buscam focar.

Só mais um pouco

Não é o foco do texto, mas no contexto Brasil, o presidente mostrou uma conduta por vezes errada, noutras certas, o governo mostrou-se bom em alguns pontos e em outros deixou a desejar… como qualquer outro presidente e seu governo. O que nos motiva então para querermos que ele seja isento de erros? Olhemos e façamos uma reflexão da história do Brasil!

No mais, não sou de esquerda, não sou de direita, não sou dos extremos, portanto não vou me queimar com o calor ou com o frio intensos; prefiro o morno, mas dependendo o clima, às vezes com uma pedra de gelo vai bem, ou uma lenha a mais para atiçar o fogo.

Portanto, tudo depende, o que não pode é deixar-se ser facilmente manipulado, tornar-se cego, extremista, não analisar o todo e perceber o que está acontecendo; o que não pode é sermos intolerantes com o diferente, e agirmos como marionetes, seja de qual lado for.

Assim, vamos torcendo para que o presidente Jair Bolsonaro tome sábias decisões para o Brasil; este líder, que até agora até parece herói, mas que por vezes faz questão de se fazer de lunático.

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