Aterro da nova ponte: promotoria, prefeitura e moradores se reúnem

Conforme imagem de ata divulgada em redes sociais, no início da tarde desta segunda-feira (18), representantes dos bairros do Distrito de São Cristóvão reuniram-se na 6ª Promotoria de Justiça com a promotora de justiça, Juliana Mitsue Botomé, e com o secretário de planejamento da prefeitura de União da Vitória, André Otto Hochestein, para falar sobre o aterro na saída da ponte José Richa, no lado do distrito.

Após os moradores salientarem a importância de se manter o aterro a uma altura adequada para garantir a segurança de todos os moradores, o secretário  manifestou-se.

Segundo consta na ata da reunião, o secretário falou sobre o projeto de terraplanagem, demonstrando que a cota mínima de segurança será de 751m, sendo que essa é a“cota mínima que será observada tanto na ligação da ponte com a Avenida Abilon quanto na Avenida Paula Freitas”.

O Ministério Público encaminhará os projetos apresentados pelo secretário aos representantes dos bairros, sendo que se persistir alguma dúvida, os moradores deverão buscar diretamente a Secretaria de Planejamento para saná-las.

Cota 751

Em quadro da Comissão Regional Permanente de Prevenção contra Enchentes do Rio Iguaçu – CORPRERI, é possível fazer uma referência mais inteligível para saber o que a “cota” representa. Na enchente de 1983 a cota atingida foi de 750,03m, marcando 10,42m na régua de medição do rio Iguaçu.

Considerando o período de 1983 a 2011, temos respectivamente as seguinte maiores cheias:

1992: cota 748,50 – na régua: 8,89m

1993: cota 746,88 – na régua: 7,27m

1998: cota 746,81 – na régua: 7,20m

2010: cota 746,63 – na régua: 7,02m

Antes de 1983, houve duas grandes enchentes: 1891, cota 748,81, na régua 9,20; e em 1905, cota 748,64, na régua 9,03m.

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Há uma certeza e várias incertezas

O quadro de enchentes é bem mais amplo, mas esse serve como parâmetro para termos uma certeza: ora ou outra, o grandioso rio Iguaçu sempre sempre sai de sua calha.

Assim, restam apenas incertezas, que voltamos a repetir:

Aprendemos com o passado e planejamos bem o futuro?

A cota 751 será suficiente para novas enchentes?

Nossos filhos, netos… no futuro olharão perplexos pela inutilidade das pontes ou elogiarão a visão de futuro e o correto planejamento de seus antepassados?

O assoreamento e as inúmeros aterros feitos em ruas, lotes etc., contribuirão para a dinâmica das cheias sofrerem alterações?

No mais, ficamos na torcida para tudo dar certo, pois é isso que o povo faz enquanto os agentes públicos, decisores por excelência, atuam e agem buscando o bem da população.

Enchente 1983 - União da Vitória-PR
Enchente de 1983 – União da Vitória-PR / Desconheço o autor da fotografia, se alguém souber, gentileza informar para dar os devidos créditos.

 

Leia mais:

Sob as águas do rio Iguaçu: uma análise dos impactos das enchentes sobre as coletividades do município de União da Vitória – PR. 

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