Tobogã de 24 milhões é construído em União da Vitória

A mais nova ponte de União da Vitória – PR, que liga o distrito de São Cristóvão ao Centro, já está quase concluída.

Com investimentos da ordem de 24 milhões de reais, oriundos do Governo do Paraná, a ponte vem para suprir os anseios de várias pessoas que aclamavam pela redução do trajeto realizado do bairro dormitório ao centro da cidade.

A obra de arte e toda a estrutura que será feita em decorrência de sua construção melhorará substancialmente a mobilidade urbana, e todo o projeto binário que envolverá a avenida Paula Freitas e Abilon de Souza Naves, ambas no distrito, também trará, se bem executada, a criação de um belíssimo cartão postal para a região.

Além disso, a real necessidade da nova ponte é devido às enchentes que atingem o município de tempos em tempos, sendo que nessas calamidades as pessoas são obrigadas a tomar outra rota bem mais distante para chegar ao centro da cidade.

Entretanto, a construção que seria para suprir essa necessidade, parece que se tornará um tobogã de investimento milionário.

Para quem não sabe, o tobogã é aquele escorregador que vai do alto de uma estrutura montada ao lado da piscina, em que as pessoas divertem-se se escorregando até a água.

Assim parece o acesso à nova ponte, cujo aterro, pelo que se vê, em épocas de enchente, os moradores terão de ter carros anfíbios, pois escorregarão diretamente para dentro da água. – E isso não será divertido.

Se isso se concretizar, será isso proposital? Sendo necessário novo projeto e recursos para elevar os acessos?

aterro tobogã

Cota de segurança

O aterro, ou seja, o rebaixamento do acesso à ponte no lado do bairro estará na cota de segurança 751,50m, ou seja, acima da atual cota 747, estipulado pelo Plano Diretor do município.

Entretanto, lembremos que a enchente de 1983 atingiu a cota 750, sendo que nas últimas décadas, por 6 vezes as enchentes foram superiores à cota 746.

Com tantos aterros e o natural assoreamento do Rio Iguaçu, estaria correto manter a cota 751,5 considerando que o Plano Diretor e o estudo realizado para se chegar à referência de segurança 747 foi feito em 2007/08?

Um investimento como esse não deveria levar em consideração uma cota de segurança mais elevada ainda?

Essa cota 751,5 será suficiente ou quando as cheias chegarem a ponte que foi construída para resolver será interditada?

Saiba mais:

Aterro da nova ponte: promotoria, prefeitura e moradores reúnem-se nessa segunda-feira

União da Vitória recebe R$ 29 milhões para infraestrutura 

aterro

Enquanto as obras vão seguindo, vamos torcendo para que o projeto traga novos ares, desenvolvimento e segurança para o distrito de São Cristóvão.

5 comentários

  1. O acesso da ponte não está concluído. Um aterro precisa ser feito de baixo para cima… Não se pode jogar vários metros de terra fofa de uma só vez, esperando que ela permaneça no lugar sem desmoronar tudo.

    Matéria sensacionalista, ridícula, desnecessária e sem fonte alguma.

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  2. O principal problema da construção da nova ponte nao é por causa das enchentes e sim para desafogar o trecho da ponte domicio, que piora em dias de chuva, chegando o congestionamento até a sede de São Cristóvão. Mas, o seu ponte de vista em relação a altura da continuação da ponte é bem colocado, visto que ali alaga fácil com uma enchente.

    Curtido por 1 pessoa

    • O propósito da ponte não é para socorrer das enchentes, mas para facilitar a vida de quem enfrenta imensas filas nos horários de pico todos os dias. Se fosse esse o intuito, o distrito todo deveria receber aterro. Contudo as pessoas que moram em São Cristóvão já estão cientes das enchentes e nossa cidade toda não foi projetada para suportar uma grande enchente (logo todos deveríamos ser anfibios como os carros citados na reportagem), visto que metade da cidade fica alagada. A real é que sem a ponte o povo reclamava (com razão) e agora com a ponte reclama tambem. (Vão achar um serviço e uma matéria com conteúdo de verdade).

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      • Só acho que tudo depende, pois já passei por várias enchente em São Cristóvão, e muito sofri quando tínhamos de ir pelo Bom Jesus até o centro porque os acessos a ponte estavam interditados. Ou então pela falta de gás porque o caminhão não podia passar. Então tudo depende do ponto de vista, onde você mora e pelo que passou.

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