O desejo de um servo

Sabes o desejo deste pobre servo?
Amar-te como ninguém jamais te amou
Sentir teus lábios, teu suspirar, teu olhar…

Como? Perguntarás com serena voz,
Então direi que simplesmente não sei,
Pois sou um homem simples e deselegante.

Corro só, contra o tempo,
Dividido pelo amor e a razão,
Vou-me cos ventos loucos,
Fugitivos de um corpo frio,
Cuma réstia de fulgor,
Em busca de uma lúcida ilusão.

Pensamentos e desejos
Imaculados penetram
Em sua alma translúcida,
Seu olhar, seu cismar,
Doudos sentimentos
De intocada beleza.

Fugirei para trás de uma pedra,
Esconder-me-ei atrás duma máscara,
Descarada, sem vergonha e nua,
Inflado de coragem acinzentada,
Voarei além do mar de angústias
Até pousar em seu olhar.

O peito partido em minhas mãos
Derrama o sangue consagrado,
Sorrio diante de ti,
Talvez eu possa dar minha vida
Para evitar
Um dia
A tua partida.

Uma alma pura
Um coração solitário
Uma estrada que se aproxima
Uma dor que virá
Uma lamentação inevitável,
Escondidas em suas mechas louras.

Eu canto,
Calo,
Amo,
Sonho,
Cum final feliz:

Um pequeno buquê de flor-de-lis,
Uma realidade construída
Da mais intensa dor e solidão,
Um sim que sussurras sorrindo
Em minha direção!

Enquanto cavalgas
Em teu corcel negro,
Imagino a tua resposta…

Prostro-me
Enquanto teus olhos azulados
Brilham e nos separam
No profundo silêncio
De nossas diferenças.

Sabes o meu desejo,
Minha amada princesa?!

Pergunte-me,
E saberás.

 

imagem: https://comunidaderama.com.br/category/palavra/

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