Quem perdeu com a primeira derrota dos servidores?

Na última sexta-feira, 3, o legislativo jaraguaense votou um dos projetos enviados pelo chefe do executivo para equilibrar as contas da prefeitura.

O projeto consistia na revogação da Lei nº 1895/94, que versa sobre o adicional por aperfeiçoamento ou atualização https://leismunicipais.com.br/a/sc/j/jaragua-do-sul/lei-ordinaria/1994/190/1895/lei-ordinaria-n-1895-1994-dispoe-sobre-a-implantacao-de-adicional-por-aperfeicoamento-ou-atualizacao?q=1895%2F1994

Em resumo, a lei previa que o servidor do quadro do Magistério Público de Jaraguá do Sul recebesse 1% sobre os seu salário base a cada 80 horas de curso e atualização realizadas por ano, limitando-se a 800 (oitocentas) horas.

Mas o que esse resumo significa na verdade?

Pois bem, as pessoas que tinham/têm filhos estudando nas escolas municipais, tinham professores que buscavam atualização, conhecimento, que refletiam em sala de aula, na qualidade do ensino. Os cursos, em sua grande maioria, pagos pelo próprio funcionário.

Então a pergunta é: Foram somente os professores que perderam com a revogação dessa Lei?

Quem agradece a falta de incentivo para com os funcionários do magistério são todos aqueles que possuem filhos no ensino privado, pois no futuro, estes estarão passando nas melhores faculdades, nos melhores CONCURSOS PÚBLICOS, conseguindo os melhores empregos, pois tiveram mais qualidade no trato com o cognitivo durante o período escolar. – (apenas este parágrafo já renderia outro texto e outros argumentos…)

Ao invés de revogar essa lei, ela poderia ser ajustada para se tornar referência para o Brasil. Vejamos:
O professor, hoje, aposenta-se com 30 anos, o incentivo da lei limitava-se a 800 horas, ou então dez anos ininterruptos de atualização. Ora, por que não se aumentar o tempo para requerer a vantagem? Ou seja, o funcionário teria de cumprir 80 horas de curso por ano e a cada dois ou três anos teria direito ao 1%.

Considerando que um curso de Ensino à Distância de 40 horas/aula custa, atualmente, uma média de R$ 200,00, fazendo uma conta simples é possível comprovar que valeria a pena para os funcionários, para a administração financeira do município e, principalmente, para as famílias que dependem do ensino público.

Abre parênteses: mas como é interessante de ver como os membros do legislativo carecem de argumentos e de retórica para defender o seu ponto de vista, seja a favor ou contra o projeto. Fecha parênteses.

Por hora, apenas enfatizo que essa primeira derrota não foi dos servidores da Educação, mas de todos aqueles que possuem filhos em escolas públicas em Jaraguá do Sul.

Para guardar na memória:
Vereadores que votaram SIM pela revogação:
Anderson Kassner, Eugenio Jose Juraszek, Marcelindo Carlos Gruner, Jackson José de Ávila, Jaime Negherbon, Pedro Anacleto Garcia

Vereadores que votaram NÃO:
Ademar Braz Winter, Arlindo Rincos, Celestino Klinkoski, Isair Moser, Ronaldo Jose de Souza

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