Meu filho reprovou. De quem é a culpa?

Final de ano letivo é sempre uma tortura para muitos que se veem na possibilidade de repetir o ano. Muitos, é claro, repetem, não há choro.

Mas o que a repetência significa? incompetência do aluno? do professor? dos pais? do sistema?

É claro que cada um, de acordo com a posição em que olha, achará um ou dois culpados, e o que irei expor é limitado a um certo público, pois há uma diversidade de fatores que, juntas, culminam na repetência de um aluno; fatores psicológicos, limitações financeiras, alimentação, dentre outras tantas.

Vamos lá:

Se eu fosse professor, todos os anos eu mostraria nas duas, três primeiras aulas no início do ano letivo, principalmente para o ensino médio, uma apresentação com várias imagens e mensagem. Por exemplo: uma fotografia de um barraco, de uma casa simples, de um apartamento, de uma grande e bela casa. Pediria para que eles escrevessem em qual casa eles gostariam de morar. Mostraria a fotografia de uma bicicleta velha, um carro popular bem usado, um carro seminovo, outro carro de um nível bem melhor e um helicóptero. Pediria para que escolhessem e escrevessem qual seria a escolha. E assim por diante, desde viagens, relacionamento, educação, alimentação, saúde etc.

Após esse momento, faríamos uma reflexão sobre os custos das escolhas. Quanto tempo um assalariado demoraria para comprar uma casa, por exemplo. Compararia a média salarial de várias profissões, dos funcionários públicos, dos profissionais liberais.

Diria que o mundo, a sociedade, precisa de todas as profissões, da mais simples a mais complexa, portanto todas são importantes e merecem respeito. Mas as melhores oportunidades, dependendo de cada escolha, aparecem em vários momentos, e abraça quem estiver, dentre outros fatores, mais preparado, disposto a pagar o preço: passar finais de semana estudando enquanto outros se divertem; pular cedo da cama e estabelecer uma rotina; escolher um livro a uma garrafa e latas de cerveja.

É óbvio que o dito poderia ser refletido em um livro por sua complexidade, mas o importante é fazer cada um pensar em que lugar quer chegar, e que esse lugar tem um custo, seja ele de tempo, financeiro, de relacionamento, de atitudes.

Ao final da apresentação deixaria uma imagem escrito: A escolha é somente sua!

Diria, ainda, que na minha disciplina todos passariam, mas seria intolerante com a indisciplina e com a falta de respeito.

Ora, por que amargar a vida de alguém fazendo-o repetir o ano se a escolha dele foi aquela? Ninguém ganha com a repetência.

Agora, se o sujeito fosse indisciplinado, agressivo, dentre outros comportamentos que prejudicassem a escolha dos demais, deveriam ser tomadas medidas administrativas como transferência, por exemplo. Fazê-lo estudar em uma escola mais longe de sua casa, e assim quantas vezes fosse necessário, três, quatro transferências por ano, pois dessa maneira perturbaria uma escola e uma sala por três meses no máximo, e ao final passaria de ano. – A não ser se a legislação não obrigasse a frequência dele no ensino regular, daí seria pé na bunda mesmo. Mas aí já é outra história.

Mas para finalizar esta história que já se alonga, repito o já dito: Cada um faz a sua escolha! e acrescento ainda: contar com a pura sorte ou com a pura ajuda divida é se jogar na piscina do fracasso sem saber nadar, torcendo para alguém jogar um boia.

Ah, e quanto à pergunta do título, deixo a reposta por conta da sua reflexão, nobre leitor 😀

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