"Foda-se o meu vizinho"

Na última segunda-feira, 12 de agosto, ao ouvir uma rádio pela manhã, não acreditei em algo que o locutor narrava.

Segundo ele, uma ouvinte, moradora do município de Guaramirim, enviara-lhe um e-mail, pois estava indignada com a onda de furtos em residências que estariam ocorrendo na cidade, dizendo que a polícia afirmava que nada poderia fazer.

Até aí eu entendo, sem problemas, principalmente porque sei que a criminalidade nunca vai acabar, e não há um policial em cada esquina 24 horas por dia, 7 dias da semana… 365 dias por ano.

Entretanto, o que me chamou a atenção foi ela dizer, segundo o locutor, que ela tinha que encontrar meios para tornar sua casa mais segura, tornando-a uma fortaleza, e também tinha que pedir para os vizinhos olharem a casa dela, para cuidar que nada de errado estava acontecendo. E pelo contexto, esse comentário soou como negativo, como se fosse algo que não devesse ocorrer.

Ora, justamente é esse o foco que se procura dar quando se fala em segurança. Ou seja, a polícia fazendo a parte dela e as pessoas também engajadas, fazendo a sua parte. Assim, é altamente positivo que ocorra um relacionamento entre os vizinhos, que um aprenda a zelar pelo outro; é altamente positivo que as pessoas busquem meios de tornar a sua casa mais segura.

Não quero dizer que saiam cavando um poço ao redor da casa, nem colocando jacarés para comer quem se aventure! Muito menos quero afirmar que os vizinhos devam se tornar íntimos em suas relações diárias. Mas o que enfatizo é que ocorra uma união de esforços para buscar uma prevenção local, nada mais do que isso.

Se um delinquente circula por alguma rua e percebe que os moradores são unidos, buscará outra rua para atormentar e praticar delitos, principalmente aquelas em que os vizinhos não se conhecem, e muito menos se importam com a segurança do outro.

Exemplo que dou é um fato que ocorreu algum tempo atrás, no condomínio em que moro, em Jaraguá do Sul. Um morador, com insônia, ao olhar para fora do seu apartamento, achou normal, às 03 horas da manhã, que alguns sujeitos estivessem arrancando os para-brisas de alguns veículos e retirando o que tinha de valor nos carros. Portanto, ele não acionou a polícia, não gritou, nem interfonou para nenhum outro vizinho. Pergunto: Inocência? Burrice? Ou simplesmente não era com o carro dele, logo ele possivelmente teria pensado: “Foda-se o meu vizinho!” – (perdoem-me a expressão).

Trocar telefones com os vizinhos para contactá-los numa emergência; instalar uma luz externa para acender quando perceber algum barulho diferente à noite, são apenas algumas estratégias que podem ser tomadas, além de muitas outras, para evitar que o mal aconteça.

Mas para quem prefere ficar chorando que não tem um policial na frente de sua casa, outro no quintal, e de repente um ainda embaixo da cama, infelizmente o que tenho a dizer é: boa sorte, você vai precisar! Pois como eu disse ali em cima, “a criminalidade sempre existirá!” Se isso não fosse verdade, os países mais desenvolvidos não teriam polícia, nem cadeias, nem tribunais!

Todos sonhamos com uma comunidade segura, sem marginais, na qual as pessoas possam caminhar nas ruas e criar seus filhos sem medo; mas, infelizmente, vivemos num mundo que não é um conto de fadas! O mal existe, e cabe a cada um de nós cuidar de quem gostamos ou convivemos, e para isso toda ajuda é bem-vinda, seja dos parentes, amigos, polícia e dos vizinhos.

– Que o grande Pai abençoe a todos que desejam e praticam o bem!

imagem 1: http://esquinadafoto.com.br/topic/18110-mais-um-pouco-de-jacares/
imagem 2: http://www.circuitomt.com.br/editorias/policia/31094-professor-de-matematica-e-encontrado-debaixo-da-cama-de-menor.html

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