"Shopping moderno"

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A cada dia que passa, os Shopping centers espalham-se pelas cidades. Esses grandes centros comerciais são verdadeiros templos do consumo e da sedução. Eles cada vez mais chamam a atenção das pessoas, mas principalmente dos jovens.

Há alguns que defendem esses locais, dizendo que há segurança, higiene, há uma grande concentração de lojas, locais apropriados e diversificados para efetuar uma refeição, local seguro para deixar os filhos, enquanto eles, os pais, podem adentrar em várias lojas, e assim por diante.
Entretanto caros leitores, reflitam bem as minhas palavras e, se duvida, vá até um Shopping center, sente-se em algum lugar e comece a observar a conduta das pessoas, dos jovens, dos casais, e das crianças, das crianças que ficam deixadas em um daqueles locais, onde ficam as crianças com pais, ditos modernos.
O que eu vejo, quando vou a esses centros comerciais, são pessoas de verniz, muitas vestem suas melhores roupas, outras se pintam inteiras em busca de olhares, numa verdadeira guerra da sedução.
Digam-me se estou enganado, mas os homens estão onde estão as mulheres; encontre um grupo de rapazes num shopping e perguntem o que fazem ali. Eu fiz esse teste, e a resposta foi uníssona: “aqui tem muita gata!”, além de outras expressões por eles utilizadas.
Fiz a mesma pergunta para algumas bem apresentáveis garotas, a resposta, por sua vez, foi que havia muitas lojas, e depois de questionadas se tinha mais algum motivo, responderam que também havia os garotos. Ou seja, compras em primeiro lugar, garotos em segundo.
Para os casais, aparentemente sem filhos, a premissa é a mesma, enquanto ela anda pelos corredores olhando as vitrines com grandes letreiros, escrito promoções, o seu parceiro caminha com olhares voltados para outros pontos, para outras vitrines, cujo produto, em tese, não está à venda.
Já os casais com filhos deixam os “incômodos” nos cercadinhos repletos de brinquedos, e vão zanzar como baratas tontas pelos corredores, agindo do mesmo modo como os casais sem filhos agem.
Infelizmente, meus caros, está acabando o tempo em que alguém vai a igreja, ou a um grupo de jovens para conhecer um parceiro correto; está acabando o tempo em que a garota, para oficializar um relacionamento, leva o pretendente para encarar o futuro sogrão. Está acabando o tempo em que os pais, nos finais de semana, brincam com seus filhos, em busca do fortalecimento dos laços familiares.
A família está sendo sufocada, há uma super valorização do consumismo, da aparência e do flerte inconsequente.
Dá próxima vez que você for a um shopping, qualquer um, olhe com outros olhos, ouça o que dizem as pessoas, olhe para onde elas olham, e comprovará o que acabei de dizer.
Como já disse alguém, em algum lugar: em terra de cego quem tem um olho é rei, mas quem tem dois, passa por louco.

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